O Mar: um percurso criativo
Os oceanos existentes na Terra concentram cerca de 97% do total de toda água do planeta Terra, também conhecido como o Planeta Azul. Toda esta água divide-se em mares menores e cinco oceanos divididos por continentes e grandes arquipélagos, de acordo com dados da Organização Hidrográfica Internacional.
Ao longo dos anos os portugueses têm manifestado o apego ao mar, não só na saudade que sentem quando estão “longe do seu mar”, mas também visível em canções, poemas, hábitos culturais e gastronómicos. A História de Portugal refere essa relação próxima que os portugueses têm com o mar, não só na época dos Descobrimentos, como também enquanto referência cultural da sociedade portuguesa em todos as épocas.
Essa marca surge desde logo nas Cantigas de Amigo, os primeiros textos poéticos escritos por portugueses, e vai cimentar-se na epopeia camoniana “Os Lusíadas, que narra a nossa extraordinária aventura pelos oceanos nunca antes navegados, resultado da nossa proximidade com o mar.
“Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa…”
Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas, Canto III
The oceans on Earth concentrate around 97% of the total water on planet Earth, also known as the Blue Planet.
According to data from the International Hydrographic Organization, all this water is split up into smaller seas and five oceans spreaded over continents and large archipelagos.
Over the years, the Portuguese have always had a special fondness for the sea, not only in the longing they feel when they are “far away” from it, but also in voicing songs, poems, and exploring the intricate relationship between food and culture.
Portugal’s history refers to this close relationship that the Portuguese have with the sea, not only in the wake of the era of Discoveries , but also as a cultural reference for Portuguese society, at all times.
This fingerprint was already set up on Cantigas de Amigo, the first poetic texts written in Portuguese literature, and would be cemented in the Camonian epic “Os Lusíadas”, which narrates Portugal’s illuminating adventure crossing oceans where none had ever ventured:
” See the head-crowning coronet is she,
of general Europe, Lusitania’s reign,
where endeth land and where beginneth sea…”
Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas, Canto III


